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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Saiba os principais fatos do conflito entre Israel e palestinos

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abbas, entregou às 11h35 locais (12h35 de Brasília) desta sexta-feira ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, a carta reivindicando a aceitação de um Estado palestino no organismo.

Veja a seguir as principais datas que marcam o conflito de mais de 60 anos entre palestinos e Israel:



Saiba +

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Assembleia da ONU vota concessão de status de Estado observador para Palestina

FreePik
Brasília – A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) vota hoje (29) uma resolução que propõe a concessão do status de Estado observador à Palestina. O status permite que os palestinos opinem, mas sem direito a voto, e, segundo especialistas, abre espaço para as discussões sobre a criação de um Estado independente. A resolução, porém, divide opiniões. A União Europeia está fragmentada.

Os Estados Unidos e Israel buscam aliados na campanha contrária à resolução. O governo brasileiro é um dos copatrocinadores da proposta em favor da Palestina. Para ajudar nas articulações, o emissário do Brasil para o Oriente Médio mais a Turquia e o Irã, embaixador Cesário Melantonio Neto, foi para Nova York. A União Europeia não deverá apresentar uma posição comum.

A proposta é considerada aprovada se obtiver a maioria dos votos. Não há direito a veto. A delegação da Palestina intensificou as negociações nos últimos dias e espera conseguir o apoio de, no mínimo, 140 dos 193 países que integram a Assembleia Geral das Nações Unidas. Porém, as articulações são cercadas de cuidados para evitar retaliações financeiras ou diplomáticas.

A União Europeia não conseguiu chegar a uma posição comum. A delegação de Portugal vai votar a favor, assim como os embaixadores da França, Espanha, Dinamarca, Noruega e Áustria. As delegações do Reino Unido e da Alemanha indicaram que vão se abster.

Hanan Ashraui, um dos representantes da delegação da Palestina, disse que, uma vez aprovado o status, a prioridade será a busca pela reconciliação na região da Faixa de Gaza. Segundo ele, não há a expectativa de que o status modifique a situação atual, envolvendo o cerco israelense, mas é uma sinalização de avanço.


Fonte: Yahoo! Notícias - por Renata Giraldi da Agência Brasil