Mostrando postagens com marcador Intoleância. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Intoleância. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Você deseja aceitar a Cristo?


Amados irmãos. Que Deus possa falar conosco nesse momento.

Muitas vezes me pergunto: aonde estão as pessoas que aceitaram a Cristo nos últimos seis meses, aquelas que vemos subir ao altar - se é que seu pastor deixa, aquelas que correram, aquelas que foram andando em resposta ao apelo do pastor?

Nas minhas ínfimas contas, eu não poderia chegar cinco minutos atrasado ao culto pois correria o risco de assistir ao mesmo em pé. Então,  para onde foram? Contudo, antes de investigarmos o desaparecimento dos convencidos (depois explico o adjetivo aqui empregado), vamos tentar entender o que é aceitar a Cristo.

Então você pode estar lá por vários motivos. Foi por conta do convite de um amigo, foi levado por sua família para que você  possa abandonar algum vício, ou quem sabe sentiu algo diferente ao ser abordado por uma pessoa na rua que lhe entregou um panfleto e ao lê-lo você decidiu sabiamente que deveria ouvir uma pregação. Enfim, temos muitos motivos, mas variados resultados.

As palavras do pastor,  bem ditas ou não, podem ter despertado algo em você. Um descontrole emocional, uma falta de ar,  uma vergonha pela forma que você vive, sei lá.  Por outro lado, talvez você não tenha sentido nada. Entretanto quando a irmã do louvor começa a canção, algum dos sentimos que relatei outrora passam a habitar em ti. Sortudo serás se nesse dia nem todos os sentimentos lhe apontem e, sem saber para onde olhar, cabisbaixo fica,  envergonhado do seu próprio ser. Seus ouvidos, ainda que desejosos em tampar-se, ficam buscando uma fuga. E ouvi apenas uma frase, um convite: "vem, Jesus ti chama."

E, amparado por uma outra pessoa ou não. Aos trancos e barrancos, escorrendo-se quem sabe em suor e lágrimas, o antes mais forte de todos os homens se rende a Cristo e fica desejoso em recomeçar.

Passam dias, semanas ou meses e você então percebe que as dificuldades da vida podem não ter lhe deixado de imediato. Olha para a sua vida anterior e mesmo sabendo o que era, ainda fica a imaginar se a decisão que tomou foi a mais acertada. Peca a igreja por não  ter um discipulado eficiente seja na casa do pecador ou nas dependências da igreja. Sobre isso, se a igreja não se preparar para acolher as almas, o sangue deles ficará  nas folhas fotocopiadas do discipulado. Embora fique aqui registrado que cada um faz a sua parte. E não é raro o pecador usar de compromissos infindáveis, dores de cabeça, visitas de parentes e toda a sorte de subterfúgios para não ser, ora vejam, discipulados.

Em meio ao grupo que se levantou e aceitou o convite do pastor tem na verdade os convencidos (disse que falaria sobre eles), pois sabem que estão em meio as pocilgas da vida, sabem que há uma lugar melhor e mesmo assim não buscam enfrentar a sua verdade.

O aceitar a Cristo é uma mudança de atitude, mudança de vida. É tornar-se uma nova criatura ou ao menos esforçar-se para ser. Dizer como resposta a entregar a sua vida a Deus, que Jesus já o aceitou ou que Ele já está no coração e continuar pecando, é uma atitude muito arrogante e perigosa. Jesus está no seu coração e você ainda se droga? Está  em seu coração e pedi para que alguém  morra ou perca o emprego? Está no seu coração e espanca a sua mulher? Por favor me mostre esse deus que você  segue para que, se eu o encontrar, eu possa negá-lo viementemente.

Se o pecado afasta o homem de Deus, a indiferença que temos sobre a sua morte o entristece. Pois o sacrifício foi Dele e nenhum (ou nenhuma) outra criatura pode interceder por nós a não ser Jesus Cristo.

Aceitamos a Cristo, mas nós sempre que desejamos falar algo contrário as nossas crenças, fazemos uso de piadinhas, ofensas, como que esse fosse uma atitude em que Deus se agradaria. Se assim fosse, aonde está o amor ao próximo? Aonde está o ajudar aos fracos na fé? Não.  Esse Deus que está a concordar com essas atitudes não é o mesmo que li fazendo maravilhas no deserto,  nem tão pouco o que disse perdoai-os o Pai.

Aceitar a Cristo é muito mais que uma disputa, olha a minha igreja é maior... a minha é mais antiga... Pobres de nós que colocamos nossas bizarrices terrenas e esquecemos de que Ele veio para nos salvar. Não trouxe placa de igreja, vertente religiosa, trouxe apenas a sua presença e ficamos como urubus sobre o seu corpo pendurado lá na cruz, esperando o momento certo para atacar quem desejar se aproximar do seu corpo.

Por fim. Espero que essas palavras entrem em vossos corações e que possamos nos preparar para a chegada Dele. Não rezando para fulano ou sicrano, não subindo escadas de joelhos, não se orgulhando que a minha congregação tem cadeiras bonitas e desdenhando das demais, mas sim com coração contrito, arrependidos dos nossos pecados, saindo as ruas para falar desse amor e daquele que nos amou de forma incondicional.

Esse sim, é o verdadeiro aceitar a Cristo.

Autor: Lucas Coe
Coletânea: Contos e escritos sobre Cristo

Esse texto é  parte integrante de um dos meus próximos livros digitais que será disponibilizado em breve.  O valor do livro será indicado pelo próprio comprador no sistema que chamamos de PSG - Pague Se Gostar.

O texto não passou por uma revisão ortográfica e gramatical profissional. Se você for professor ou aluno de português e desejar usar o texto em suas aulas, ou estudos, fique a vontade. Peço somente que matenha a fonte com as devidas referências ao autor. E se possível me envie o texto com as correções - seu trabalho será mencionado no livro.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Humorista cristão critica a campanha “Je Suis Charlie” e fala sobre desenhos da revista que ridiculariza a fé cristã

Divulgação

Após o atentado ao prédio da revista ‘Charlie Hebdo’, em Paris, na França, milhares de pessoas começaram a publicar mensagens de repúdio ao terrorismo. Nas redes sociais, muitas pessoas publicaram a frase “Je Suis Charlie” (Eu Sou Charlie), em alusão a uma campanha contra os atentados, que foi fomentada até mesmo por celebridades internacionais na premiação do Globo de Ouro no último domingo (11).

Porém, a campanha foi questionada por vários cristãos, como o humorista Jonathan Nemer, criador do canal ‘Desconfinados’, que argumentou não ser possível um cristão se declarar como um “Charlie”, visto que os cartunistas da publicação francesa ridicularizavam a fé de diversas religiões, incluindo o cristianismo.

Admito que algumas pessoas de fato sejam como os cartunistas da Charlie Hebdo, mas não brasileiros, tampouco cristãos. Cristãos não são Charlie, nem católicos, nem evangélicos. Não tem como dizer que é Charlie, é incoerente – afirmou o humorista, criticando as pessoas que publicaram a mensagem em sites e redes sociais.

Nemer comentou, em seu texto sobre o tema, que os desenhos feitos pelos cartunistas da revista constantemente ridicularizam não só a fé islâmica, como também a fé cristã. Ele frisa que a ‘Charlie Hebdo’ já “publicou na capa de sua revista uma caricatura do Espírito Santo, tendo relação sexual com Jesus e com Deus, num trenzinho, fazendo apologia ao Casamento Gay”.

Talvez você postou que é Charlie na empolgação, no oba oba, mas tenho certeza que não foi ver que tipos de desenhos tal revista já publicou. Ela não fazia chacota apenas de Maomé, mas também de Jesus, de Deus, da Trindade – ressaltou.

-Sou totalmente contra o terrorismo, mas de forma alguma posso dizer JE SUIS CHARLIE, porque sou contra o desrespeito, seja ao cristianismo, ao islã, ao catolicismo, ao espiritismo, etc. Porque nos revoltamos quando o Porta dos Fundos faz um vídeo fazendo chacota com Jesus e agora queremos dizer que somos Charlie? (…) Liberdade de Expressão é um Direito, mas ele deve ser exercido até onde começa o Direito de outra pessoa. Liberdade de Expressão pra ofender, provocar ódio nas pessoas, também é uma forma de terrorismo. Você é Charlie? Então saiba que pra mim você também é um terrorista, e posso dizer que, definitivamente, EU NÃO SOU CHARLIE – completou Jonathan Nemer.


Por Dan Martins - Via Gospel+