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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

“Oh tu, a quem ama a minha alma.”

Foto: African Pastors’ Conference

Obs: O texto é longo, mas vale cada palavra lida. Alguns trechos relacionados as canções foram excluídos.
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Um sermão pregado na manhã de Domingo 30 de Setembro, 1860, por Charles Haddon Spurgeon, no Exeter Hall, Strand, Londres.

Se a vida de um cristão pudesse ser comparada a um sacrifício, então a humildade cava a base, a fundação para o altar; a oração traz as pedras não lavradas e as empilham umas sobre as outras; a penitência enche de água o rego ao redor do altar; a obediência ordena a madeira; a fé argumenta com Jeová-Jireh, e coloca a vítima sobre o altar; porém o sacrifício está incompleto até este momento, pois, onde está o fogo? O amor, só o amor pode consumar o sacrifício provendo o necessário Fogo Celestial. Independentemente do que nos falte em nossa piedade, assim como é indispensável que tenhamos fé em Cristo, assim também é absolutamente imprescindível que amemos a Cristo. O coração que está desprovido de um sincero amor por Jesus, ainda está morto em seus delitos e pecados. E se alguém se atreve a afirmar que tem fé em Cristo, porém não O ama, nós, imediatamente, ousaríamos declarar categoricamente que sua religião é vã.

Talvez a grande carência da religião de nossos tempos seja o amor. Algumas vezes considero o mundo em geral, e a Igreja que está muito comprometida em seu meio, e eu tendo a pensar que a igreja tem luz, mas carece de fogo. Ela tem alguns níveis de fé verdadeira, um conhecimento claro, e muitas outras coisas que são preciosas, todavia carece, em grande medida, deste amor ardente, com o qual ela outrora, como uma virgem casta, caminhou com Cristo através do fogo do martírio; quando ela mostrou a Ele seu imaculado, inextinguível amor, nas catacumbas da cidade e nas cavernas das rochas; quando a neve dos Alpes podia testificar acerca da pureza virginal do amor dos santos, pela mancha escarlate que mostrava o derramamento de seu sangue na defesa de nosso sagrante Senhor – sangue que foi derramado em defesa dAquele a quem, ainda que não houvessem visto Seu rosto “incessantemente adoravam”.