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sábado, 10 de janeiro de 2015

Arqueólogos afirmam ter encontrado local onde Jesus Cristo foi julgado

Divulgação

Esta semana arqueólogos anunciaram terem descoberto os restos do palácio do rei Herodes ao lado do Museu da Torre de Davi, em Jerusalém. A descoberta pode representar uma grande mudança no caminho percorrido por peregrinos cristãos que viajam a Israel visto que, segundo o relato bíblico, este seria o lugar onde o governador romano Pôncio Pilatos condenou Jesus à morte.

Segundo informações publicadas pelo jornal americano “Washington Post”, as ruínas do palácio foram descobertas durante escavações que tinham como objetivo inicial a expansão do Museu da Torre de Davi, planejada há 15 anos. Era de conhecimento dos cientistas que havia uma prisão no local, mas eles não tinham conhecimento do estava debaixo dela.

As escavações foram atrasadas em muitos anos devido às guerras na região e à falta de verba, mas agora a grande descoberta está sendo exibida para o público em excursões organizadas pelo museu. Amit Re’em, arqueólogo de Jerusalém que liderou a equipe de escavação há mais de uma década, comentou sobre a descoberta afirmando que a prisão “é uma grande parte do quebra-cabeça de Jerusalém e mostra a história da cidade de uma forma muito original e clara”.

A descoberta foi comentada também por Shimon Gibson, professor de arqueologia da Universidade de Carolina do Norte em Charlotte, que afirmou que estudiosos estão quase certos de que o julgamento de Jesus ocorreu no complexo de Herodes. O episódio é descrito como tendo ocorrido “perto de um portão e em um pavimento de pedra irregular”. Os detalhes coincidem com os achados arqueológicos anteriores perto da prisão.

Obviamente, não há qualquer inscrição informando o que aconteceu aqui, mas tudo (relatos arqueológicos, históricos e religiosos) recai sobre este lugar e faz sentido – afirma o professor.

Pedro Paulo Abreu Funari, arqueólogo e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), também falou sobre a importância da descoberta, e de como achados arqueológicos como este servem para comparações com os relatos bíblicos.

Quando se trata de lugares onde Jesus teria estado há locais que são evidentemente imaginativos porque não há dados concretos sobre eles. Outra coisa são lugares de Jerusalém onde ele esteve ou pode de fato ter estado, como é o caso do palácio de Herodes, sobre o qual há referências em relatos bíblicos. A descoberta é importante para os fieis, que não necessariamente precisam de evidências, mas principalmente para os estudiosos que podem tirar ilações a partir dela. É possível, por exemplo, ver se o local condiz com o relato de que Jesus teria sido apresentado ao povo junto com Barrabás – afirma Funari.

A opinião do professor da Unicamp é compartilhada também por Jeanne Cordeiro, do Laboratório de Arqueologia Brasileira, que explicou que “a arqueologia demanda fontes que podem ou não ser corroboradas pelas descobertas” e que “a Bíblia é uma fonte enquanto relato histórico de uma sociedade, no caso a judaica”.

A fé não requer constatação, mas a ciência sim. É disso que se trata a arqueologia bíblica – ressaltou Jeane.


Por Dan Martins - Gospel+

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Escavações em Israel descobrem moedas de 2 mil anos que reforçam narrativas bíblicas e históricas

Divulgação
Uma obra numa rodovia que liga Jerusalém a Tel Aviv, em Israel, levou a uma descoberta arqueológica que corroborou alguns relatos bíblicos e históricos.

A escavação descobriu uma caixa de cerâmica com 114 moedas de bronze, datadas do 4º ano da Grande Revolta dos judeus contra o Império Romano, aproximadamente 70 anos depois de Cristo (d. C.), quando o Segundo Templo foi destruído sob o comando do imperador Tito, apenas cinco anos após a conclusão de uma obra de restauração.

De acordo com as informações da Christian Broadcasting Network (CBN), a escavação foi conduzida sob responsabilidade da Autoridade de Antiguidades de Israel (AAI), uma espécie de instituição que preserva a história do país e já encontrou outros artefatos ligados a períodos narrados pela Bíblia.

Pablo Betzer e Eyal Marco, diretores da AAI nesta empreitada, afirmaram que o local onde as moedas foram encontradas demonstra que alguém já previa a queda de Jerusalém ao final da Grande Revolta contra os romanos.

Obviamente alguém aqui temia que o fim estivesse chegando e as escondeu de sua propriedade, talvez esperando recolhê-las mais tarde, quando a calma fosse restaurada na região”, disseram os diretores Pablo Betzer e Eyal Marco num comunicado.

De acordo com os estudiosos, um dos lados da moeda estampa a figura de um cálice com uma inscrição na língua hebraica, que diz “Para a Redenção de Sião”. No outro lado, há a inscrição “quatro anos”, em referência ao quarto ano da Grande Revolta.

Junto às moedas e a caixa de cerâmica, foram encontrados itens ritualísticos usados pelos judeus na Festa dos Tabernáculos.

Agora, a AAI e a empresa de infra-estrutura de transportes Netivei Israel, que fiscaliza a expansão da rodovia, estudam a possibilidade de preservar a antiga vila onde as moedas foram encontradas, como parte da política de preservação histórica e promoção do turismo na região.

Por Tiago Chagas, via Gospel+

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Arqueólogos descobrem sinagoga em Israel que pode ter sido visitada por Jesus

Divulgação

Em uma escavação feita em Israel um grupo de arqueólogos encontrou uma sinagoga que, segundo eles, Jesus pode ter visitado. A descoberta foi feita nas escavações em uma aldeia chamada Magdala, a casa de Maria Madalena, onde os estudiosos têm feito uma série de descobertas importantes.

- Ela morava aqui e ela conheceu Jesus aqui e seguiu-o. Sim, esse é o lugar – explicou Arfan Najar, arqueólogo-chefe em Magdala, ao falar sobre a origem do nome da aldeia.

Najar, que supervisiona as escavações no local, afirmou ainda que a cidade esteve por todo o tempo escondida por “uma pequena camada de poeira”. Segundo ele, descobrir o local “foi quase como tocar a superfície e ver o muro, esperando-nos por dois mil anos que a víssemos”.

Entre as descobertas mais contundentes feitas no local estão um artefato que recebeu o nome de “Rocha Magdala”, tida pelos especialistas como a descoberta mais importante em décadas, e também a sinagoga, que data do tempo de Jesus e pode ter sido visitada por ele, segundo os especialistas. Segundo a CBN, os arqueólogos afirmam que essa é a primeira descoberta na Galileia.

- Uma expressão que aparece muitas vezes no Evangelho. ‘Jesus foi para a Galileia, pregando em suas sinagogas’. Esta é a sinagoga mais próxima de Cafarnaum, onde ele morava. Por isso, é provável que ele tenha vindo aqui muitas vezes – afirmou o diretor-geral do Centro de Magdala, padre Solano.

Para os visitantes do local, é como se a Bíblia estivesse “tomando vida” diante de seus olhos.

- Para mim, toda a história do Evangelho criou vida aqui. Nunca mais serei a mesma – comentou Jane, uma peregrina australiana.

Por Dan Martins, para o Gospel+

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Arqueólogos encontram primeira prova da existência da Belém bíblica

Arqueólogos israelenses acharam em Jerusalém um selo de argila com a inscrição “Bat Lechem”, que supõe a primeira evidência arqueológica da existência de Belém durante o período em que aparece descrito na Bíblia, informou nesta quarta-feira (23) a Autoridade de Antiguidades de Israel.

Trata-se de uma espécie de esfera de argila que se usava para carimbar documentos e objetos, que foi encontrado nas polêmicas escavações do “Projeto Cidade de David”, situado no povoado palestino de Silwán, no território ocupado de Jerusalém Oriental.

Datada entre os séculos VII e VIII a.C, a peça é meio milênio posterior às Cartas de Amarna, uma correspondência diplomática em língua acádia sobre tabuletas de argila entre a Administração do Egito faraônico e os grandes reinos da época e seus vassalos na zona.