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quinta-feira, 25 de junho de 2015

Um novo arraiá

Foto: FreePik


Um irmão me indicou uma postagem no face sobre a festa de uma igreja com o titulo de Arraiá. E, como a igreja é evangélica, perguntou o que eu achava disso. Já lhe respondi, mas acredito que muito mais Deus através do seu Espírito tem a nos fazer pensar sobre coisas desse tipo. Então lhe convido para a reflexão: Um novo Arraiá!

Nos dias de hoje, sempre que se coloca as manifestações culturais - ou até mesmo alguns instrumentos, dentro das igrejas, temos uma enxurrada de frases do tipo: "Jesus está voltando!" ou "É o mundo dentro da igreja!" e coisas do tipo. Mas pergunto: Será que é isso mesmo?

Não estou aqui defendendo a igreja (que promove o evento) em questão. Nem tão pouco, julgando. Logo porque não é este o meu papel, mas quem sabe tornando esta festa um momento de evangelização. Mas como? Eu explico.

Como seria o novo Arraiá?

Primeiro vamos ter que pensar na ideia que nós temos de arraiá.
  • Bebidas - incluindo as alcoólicas;
  • Comidas - exageradamente falando;
  • Fogueira;
  • Barraca de beijos;
  • Músicas - para as "matutas" balançarem as suas saias e mostrarem as pernas/ partes;
  • Casamento matuto - tem um parágrafo mais abaixo só sobre isto.

Bebidas
Vamos tirar todas as bebidas alcoólicas. Sucos são bem vindos e refrigerantes - para quem pode é permitido, mas sem exageros.

Comidas
Aluá, vatapá, bolo e pé de moleque eu não acredito que sejam ruins. Mas poderia ser diferente, por exemplo, a entrada do Arraiá seria mediante a doação de 01Kg de alimentos para serem doados depois.

Fogueira
Agora começa a complicar. Pois alguns poderiam dizer que o fogo é algo pagão. Mas Deus quando apareceu a Moisés não foi através do fogo (sarça ardente)?
"Apareceu-lhe o Anjo do SENHOR numa chama de fogo, no meio de uma sarça; Moisés olhou, e eis que a sarça ardia no fogo e a sarça não se consumia." (Êxodo 3.2)
E apareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chama de fogo do meio duma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia.
Êxodo 3:2
E apareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chama de fogo do meio duma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia.
Êxodo 3:2
E apareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chama de fogo do meio duma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia.
Êxodo 3:2
E apareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chama de fogo do meio duma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia.
Êxodo 3:2

No dia de Pentecostes, não foram vistas línguas repartidas como que de fogo?
"E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles." (Atos 2.3)
Veja que tanto no primeiro caso o fogo se mostrou real , já no segundo caso, o fogo se mostrou para um comparativo - como que de...

Então, acredito que fogueira pode ser sim usada. Mas tenho uma dica. Em locais fechados usamos luzes e papel celofane para criar uma fogueira sem fumaça e sem o risco de alguém se queimar.

Barraca de beijos
Hum... não dá. Não tem negociação - nem na bochecha pode rs... Mas como fazer? Simples! Vamos trocar a barraca de beijos pela barraca da oração. Quem quiser "um beijo em forma de oração", vai até a barraca e pede para os que estiverem por lá orar por você. Ah, mas nada de ficar lá sentado só olhando para a pessoa e sentado mesmo dizer: "Deus te abençoe" e pronto. Não. Ser a barraca um lugar para receber aqueles que aceitarem a Cristo ou quiserem se reconciliar com o Senhor. Ou mesmo, pessoas que necessitam de oração - e quem não necessita.

A "barraca da oração" poderia ser ocupada por pastores ou servos do Senhor que estão lá em jejum e ficam intercedendo por todos durante o evento. Compromisso com Deus!

Músicas
"Hoje é festa de São João,... eu vou dançar quadrilha e vou tomar quentão..." não vai soar muito bem. Afinal de contas, todo o nosso louvor e adoração deve ser para o único digno de honra e de glória não é mesmo?
"Louvai ao SENHOR. Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento do seu poder.
Louvai-o pelos seus atos poderosos; louvai-o conforme a excelência da sua grandeza.
Louvai-o com o som de trombeta; louvai-o com o saltério e a harpa.
Louvai-o com o tamborim e a dança, louvai-o com instrumentos de cordas e com órgãos.
Louvai-o com os címbalos sonoros; louvai-o com címbalos altissonantes.
Tudo quanto tem fôlego louve ao Senhor. Louvai ao Senhor."

(Salmo 150 1:6)
Então, que tal trocar as músicas "de São João" por louvores. Há muitas músicas que dá para dançar - não em ritmo de São João, mas repare nisso: A festa não é de São João (rs...). E quem sabe até músicas da Harpa Cristã tocadas em outro ritmo (sugestões?)

Casamento matuto
Agora sim. Peço a sua atenção total a esta parte, pois até mesmo você irmão católico deveria observar isto nos festejos de sua igreja. Não estou aqui querendo ofender a sua crença, mas sim convidando-o para uma reflexão pura, afastada de quaisquer dogmas. Serei breve.

O que temos de personagens no casamento matuto encenado nas festas juninas?
  1. A noiva;
  2. O noivo;
  3. A esposa - do noivo;
  4. O padre ou juiz;
  5. A amante.

E que situações vivem estes na peça?
A noiva (1) está grávida do noivo(2) que na verdade é casada com outra mulher (3). Então, chegam para o padre ou juiz (4) para se casarem, pois a noiva está grávida do noivo. Mas, na hora do casamento, surge a amante (5) e toda a confusão está formada.

Vamos lá. Então temos em muitos dos casos nestas encenações, alguns assuntos típicos do que chamamos de "mundo".
  • O noivo comete adultério porque terá um filho fora do casamento;
  • O padre ou juiz geralmente está bêbado;
  • A amante é geralmente interpretada por um homem vestido de mulher fazendo referência ao homossexualismo.

Em geral temos: Adultério, filho fora do casamento e homossexualismo. E as pessoas envolta, sorrindo daquela epopeia. E se isto acontece dentro da escola paroquial, temos "a bênção da igreja".

Mas o que substituirá o casamento?

Um outro casamento! As bodas do cordeiro quando Jesus Cristo em toda a sua glória descer dos céus para encontra a sua noiva - a igreja/ corpo de Cristo. Uma peça mostrando este grandioso dia seria perfeito para o momento.

Conclusão - minhas

Tudo que for feito, que seja feito para honra e glória de Deus, não nos esquecendo de que todas as oportunidades que Ele nos dá - a nossa vida, é para usarmos em testemunho Dele, para Ele e por Ele.

Que Deus abençoe a todos.

P.S: Pena que escrevi este texto somente agora (em Jun-2015), mas quem sabe no ano que vem, alguém leia este texto antes das festas. Se ainda forem fazer algo neste sentido na sua igreja, me convidem para falar mais sobre esta visão de Um novo arraiá!












terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A Origem do Natal – A Narrativa Bíblica

http://www.sxc.hu/photo/1250284
A origem do Natal é belamente apresentada na narrativa bíblica bem conhecida do Evangelho de Lucas:
"Naqueles dias César Augusto publicou um decreto ordenando o recenseamento de todo o império romano. Este foi o primeiro recenseamento feito quando Quirino era governador da Síria. E todos iam para a sua cidade natal, a fim de alistar-se. Assim, José também foi da cidade de Nazaré da Galileia para a Judeia, para Belém, cidade de Davi, porque pertencia à casa e à linhagem de Davi. Ele foi a fim de alistar-se, com Maria, que lhe estava prometida em casamento e esperava um filho. Enquanto estavam lá, chegou o tempo de nascer o bebê, e ela deu à luz o seu primogênito. Envolveu-o em panos e o colocou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria. Havia pastores que estavam nos campos próximos e durante a noite tomavam conta dos seus rebanhos. E aconteceu que um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor resplandeceu ao redor deles; e ficaram aterrorizados. Mas o anjo lhes disse: "Não tenham medo. Estou lhes trazendo boas novas de grande alegria, que são para todo o povo: Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador, que é Cristo o Senhor" (Lucas 2:1-11).

A Origem do Natal – As Tradições e as Controvérsias
Para os cristãos de hoje, a origem do Natal é, e deveria ser, o nascimento de Jesus Cristo como registrado na Bíblia. Nada mais, nada menos. No entanto, muito do que vemos no dia 25 de dezembro a cada ano não tem nada a ver com o bendito dia em que Jesus nasceu, o qual provavelmente ocorreu entre julho e outubro cerca de 2.000 anos atrás. De fato, a maior parte dos costumes e tradições do Natal são de antes do nascimento de Jesus, e muitos deles são francamente enganadores em seu significado e origem. Aqui estão alguns exemplos: