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segunda-feira, 9 de março de 2015

Líderes de igrejas pentecostais se reúnem para discutir liberdade religiosa e casamento gay

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Igrejas pentecostais de todo o mundo estão se organizando para discutir temas da sociedade que poderão influenciar a maneira como os cristãos vivem, pregam e se reúnem.

Uma primeira reunião com líderes de igrejas que representam mais de 90 milhões de membros aconteceu em Los Angeles, nos Estados Unidos. No encontro, que durou três dias, a discussão girou em torno de temas como o terrorismo, casamento gay, liberdade religiosa e harmonia racial – este último item, uma peculiaridade das igrejas norte-americanas.

Dentre os presentes haviam representantes de igrejas pentecostais bastante conhecidas, como a Quadrangular, representada por Glenn Burris; e a Assembleia de Deus, na figura de seu superintendente geral, George Wood, segundo informações do Charisma News.

O representante Quadrangular, George Wood, ressaltou a importância do encontro e da vontade de juntar forças: “Esta foi uma reunião histórica. Nós somos todos netos e netas do avivamento da Rua Azusa, e nestes dias, o Espírito Santo está nos atraindo a este testemunho comum, cumprindo a oração de Jesus: que o mundo nos conheça pelo nosso amor de uns pelos outros”, disse.

Para o assembleiano Burris, “há um forte sentimento de que as conversas entre nós pareceu muito com a igreja primitiva, que experimentou um acordo ‘dinâmico’. Um provérbio africano diz: ‘Se você quiser ir rápido, vá sozinho. Se você quer ir longe, vá junto’”, resumiu, ressaltando a importância de enfrentar os desafios que as mudanças sociais representarão para as igrejas.

Nos Estados Unidos há uma forte sensação de que em breve, muitas igrejas passarão a aceitar o casamento gay entre seus membros, e inclusive, há pastores que apoiam essa ideia publicamente, como no caso de Rob Bell. Igrejas tradicionais, como a Presbiteriana, estão a poucos passos de regulamentarem a união entre pessoas do mesmo sexo.

No entanto, essa ideia também é rebatida e considerada o princípio da queda da Igreja como corpo de Cristo: “Para mim, as denominações que fazem isso estão dando um passo para a queda da igreja nos Estados Unidos”, disse o pastor Woody Butler.


Por Tiago Chagas - Via Gospel+

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Teólogo participante do BBB 15 se posiciona contra o casamento gay: “Biblicamente não tem como”

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O debate sobre casamento gay e adoção de crianças por casais homossexuais chegou ao reality show Big Brother Brasil, e um dos participantes expressou sua opinião contrária a determinados pontos do tema.

Na última quarta-feira, 04 de fevereiro, o teólogo Marco Marcon, 35 anos, se posicionou contra a ideia de obrigar as igrejas a realizarem cerimônias de união entre pessoas do mesmo sexo e ainda afirmou que “não é o ideal” que uma criança seja adotada por dois homens ou duas mulheres.

Mórmons anunciam apoio ao casamento gay e afirmam que iniciativa defende “justiça para todos”

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A concordância com a existência da união civil entre homossexuais é crescente nos Estados Unidos, e os favoráveis acabam de crescer: a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias anunciou que apoia o chamado casamento gay.

O comunicado da Igreja Mórmon informando a decisão foi divulgado no final de janeiro, quando a direção da denominação se disse “favorável às leis que protegem os direitos dos homossexuais”. No entanto, a concordância com essas iniciativas só existe se “a liberdade religiosa não for comprometida”.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Vaticano convida teóloga batista para Sínodo que discute doutrina sobre família na Igreja Católica

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Desde o dia 04 de outubro a Igreja Católica está realizando o 3º Sínodo Extraordinário sobre a Família no Vaticano, com a presença de arcebispos da denominação e de uma teóloga batista, entre outros representantes de denominações protestantes.

Valérie Duval Poujol é presidente da Comissão Ecumênica da Federação Protestante Francesa, e participa do Sínodo como delegada fraterna e representante da Aliança Mundial Batista.

No Sínodo Extraordinário sobre a Família, o papa Francisco e seus pares estão avaliando mudanças na forma como a Igreja Católica recebe e trata fiéis divorciados, além de definir maior tolerância e respeito aos homossexuais, sem no entanto, aprovar o casamento gay.

Para Valérie, a oportunidade é de estabelecer mais um laço de diálogo com a denominação romana, e assim, reduzir as diferenças surgidas durante a Reforma Protestante.

É incrível perceber que o meu papel é bastante singular. Há outros dois delegados fraternos protestantes, um pastor reformado da Nigéria e um pastor luterano da África do Sul, além de um delegado anglicano, dois delegados ortodoxos e dois delegados ortodoxos orientais. Mas, entre os oito convidados fraternos, sou a única mulher, a única leiga e a única mãe. Até agora, na minha preparação, perguntei aos meus amigos, à minha Igreja, para me apoiarem com a oração, para me ajudarem a me preparar espiritualmente. Para poder ser não espectadora, mas protagonista ativa nesse papel”, comentou a teóloga.

Segundo Valérie, o convite foi feito dentro da tradição da Igreja Católica em convidar membros de outras denominações cristãs para seus fóruns de debate sobre os rumos de sua doutrina e liturgia.

A Igreja Católica apreciava a presença de delegados fraternos para este Sínodo e enviou um convite para a Aliança Mundial Batista, que depois me solicitou. É verdade que na França as Igrejas Batistas são relativamente pouco conhecidas, uma denominação minoritária dentro da pequena minoria protestante francesa. Mas, em nível mundial, ela representa uma família extensa, em pleno crescimento, com mais de 42 milhões de fiéis. Como batistas, nós somos, ao mesmo tempo, uma Igreja histórica nascida da Reforma e uma Igreja evangélica e confessante. Eu serei um dos oito delegados fraternos de outras Igrejas, e é uma grande honra para mim estar presente no Sínodo em nome daqueles cristãos batistas que testemunham Jesus Cristo em mais de 21 países em todo o mundo. A aceitação do convite dirigido à Aliança Mundial Batista também é fruto do diálogo teológico entre as nossas duas Igrejas. No seu tempo, por ocasião do Concílio Vaticano II, a Aliança Mundial Batista tinha rejeitado o convite para participar dele. Hoje, graças ao diálogo, as nossas relações são marcadas por muito mais confiança”, finalizou.


Por Tiago Chagas - Via Gospel+

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Pesquisa mostra que a maioria dos brasileiros é contra o casamento gay e a legalização do aborto e da maconha

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Um levantamento realizado pelo instituto de pesquisa Ibope revelou que a maioria dos brasileiros é contra a legalização do aborto e da maconha, e a liberação do casamento gay.

A pesquisa foi realizada paralelamente à aferição das intenções de voto nos candidatos a presidente que foi divulgada na noite de ontem pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela TV Globo.

79% dos brasileiros é contrário à legalização do aborto, enquanto que 16% se diz à favor. O tema é uma das principais bandeiras de partidos de esquerda e movimentos feministas, e foi o centro de uma das principais batalhas travadas pela bancada evangélica nos últimos quatro anos.

O mesmo índice se repete no quesito liberação da maconha: 79% a favor e 16% contra. O tema vem sendo debatido de forma mais frequente na sociedade como uma sugestão de combate ao tráfico de drogas, que tem na maconha seu produto mais popular. Os argumentos favoráveis à descriminalização da erva apontam para uma possível redução dos crimes cometidos para torná-la disponível aos usuários. Os contrários, apontam os danos à saúde que o consumo em excesso pode causar.

O casamento gay é motivo de divisão na sociedade brasileira: 53% manifesta opinião contrária à liberação da união entre pessoas do mesmo sexo, enquanto 40% defende a ideia de que homossexuais têm esse direito. Recentemente, o tema foi motivo de polêmica na campanha de Marina Silva (PSB), com críticas dos ativistas gays ao programa de governo da candidata.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Papa envia questionário sobre união gay para paróquias

FreePik

Documento preparatório para o Sínodo tem um tópico dedicado exclusivamente aos casamentos homossexuais e a visão que os fiéis católicos têm sobre eles.

O Vaticano incluiu perguntas sobre casamento homossexual e divórcio no questionário enviado às Conferências Episcopais para o documento preparatório da Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo de Bispos que será realizada em outubro de 2014. O porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi, explicou que estas perguntas foram formuladas por causa do documento preparatório que sempre é feito antes do Sínodo, e que mais detalhes serão dados em entrevista coletiva que será realizada no Vaticano na próxima terça-feira.

domingo, 16 de junho de 2013

Marco Feliciano indica relator para projeto que prevê plebiscito sobre o casamento gay; Proposta deverá ser votada em breve

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O pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) designou o deputado Marcos Rogério (PDT-RO) para a relatoria do projeto que prevê um plebiscito sobre o casamento gay.

Se aprovado, a proposta estabelecerá uma votação nacional para que a população decida se o país deve ou não permitir o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo.

De acordo com Lauro Jardim, jornalista da revista Veja e responsável pela coluna Radar Online, a indicação de Marcos Rogério para a relatoria do projeto antecede a votação do mesmo na Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM).

Feliciano é o autor da proposta, que havia sido apresentada em 2011. Em dezembro de 2012 o projeto começou a ser analisado pelos membros da CDHM, mas não foi votado por um pedido de vista feito pelo deputado Ronaldo Fonseca (PR-DF), que alegou precisar de mais tempo para analisar o teor da proposta.

Em abril de 2013, o G1 realizou uma enquete em seu site perguntando se os internautas eram favoráveis ou contrários à legalização do casamento gay. Na ocasião, 57,85% dos leitores do portal se posicionaram contra, e 41,15% a favor.

“Todo assunto que envolve orientação sexual parece constranger os legisladores. Não podemos protelar mais, ou votamos essas leis ou o STF o faz, eles [ministros do Supremo] não foram eleitos pelo povo”, afirmou Marco Feliciano à época.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Justiça obriga todos os cartórios do Brasil a realizarem casamento gay; Silas Malafaia critica e Jean Wyllys comemora

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Nesta terça-feira (14), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou uma resolução obrigando todos os cartórios do país a celebrar o casamento civil entre homossexuais e a converter a união estável homoafetiva em casamento.

De acordo com decisão do CNJ, proposta pelo presidente do Conselho e também presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, “é vedada às autoridades competentes a recusa de habilitação, celebração de casamento civil ou de conversão de união estável em casamento entre pessoas de mesmo sexo”.

O texto da resolução determina ainda que, caso algum cartório se recuse a concretizar o casamento civil, os envolvidos deverão informar o juiz corregedor do Tribunal de Justiça local do fato.

- A recusa implicará imediata comunicação ao respectivo juiz corregedor para providências cabíveis. – diz o texto.

A decisão dividiu opiniões. De um lado, os defensores do chamado casamento civil igualitário comemoraram a decisão, enquanto os contrários a resolução defenderam que tal decisão não é de responsabilidade do CNJ, e sim do Congresso Nacional, que também tem o assunto em sua pauta de discussões.

Em seu site, Jean Wyllys comemorou a decisão e chegou a comparar a resolução com avanços sociais como o direito de voto à mulher e o fim da escravidão.

- Estou muito feliz! O Brasil acaba de entrar na lista, cada vez maior, dos países civilizados e democráticos que reconhecem que a população LGBT têm os mesmos direitos civis que qualquer outro cidadão ou cidadã. Da mesma maneira que um dia houve um país que legalizou o voto feminino, depois vieram outros e finalmente a questão resultava óbvia; assim como um dia houve um país que acabou com a escravidão, depois vieram outros e finalmente a questão resultava óbvia; e assim como tantos outros avanços históricos chegaram em alguns países antes que nos outros, hoje o mundo caminha no sentido de reconhecer a cidadania plena à população LGBT – declarou o deputado e ativista gay Jean Wyllys sobre a decisão.

- A luta pelos direitos civis dos homossexuais é filha da luta pelos direitos civis dos negros e das mulheres. Nós estamos continuando um caminho que esses movimentos, o feminismo e o movimento negro, iniciaram há muitos anos – completou Wyllys, ao ressaltar que a decisão foi proposta pelo primeiro presidente negro do Supremo Tribunal Federal.

O pastor Silas Malafaia criticou a decisão do Conselho. Segundo o pastor, a competência de tal decisão é do Congresso.

- Não é competência do CNJ decidir sobre isso. O casamento de homossexuais é uma mudança de paradigma. A sociedade tem que decidir isso por meio de um plebiscito ou então por meio do Congresso Nacional. Não é uma canetada do CNJ que vai resolver a questão – afirmou Malafaia.

- Põe o plebiscito na rua para ver o que a sociedade quer. Os movimentos gays iriam perder com certeza – completou o pastor.

A decisão foi também questionada pelo subprocurador-geral da República, Francisco Sanseverino. Único voto contrário do CNJ, a conselheira Maria Cristina Peduzzi fez coro com Sanseverino, afirmando que tal decisão não cabe ao conselho.

- Não tenho dúvidas de que a união homoafetiva foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal e ali se afirmou a constitucionalidade dessas uniões e assegurados os efeitos civis produzidos pelas respectivas uniões. [...] Penso que isso é questão que estaria afeta ao Congresso Nacional – declarou Peduzzi.

O deputado João Campos (PSDB-GO), coordenador da Frente Parlamentar Evangélica, também se manifestou contra a resolução, classificando como “absurda” a decisão do Conselho. De acordo com o Estadão, Campos tentará reunir a bancada evangélica ainda nessa semana para discutir as medidas que adotarão como tentativa de reverter a decisão. Entre as possibilidades, está um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) ou um projeto de decreto legislativo para se tentar suspender a decisão via Congresso.

- A decisão do CNJ é um total absurdo. Não bastasse o Supremo ter se habituado em legislar, agora temos o CNJ. O Supremo legislou dentro de um ativismo que causa insegurança jurídica ao reconhecer a união civil (entre homossexuais) e agora o CNJ está claramente exorbitando seu papel – afirmou Campos, que disse ainda que decisões como esta do CNJ reforçam na Câmara o desejo de apreciar duas propostas de emendas à Constituição, aprovadas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que permitem ao Legislativo rever decisões do Judiciário.

Após saber da atitude de João Campos, Jean Wyllys classificou a Frente Parlamentar Evangélica como “obtusa” e reclamou dizendo que “essa gente não dá trégua”. Em sua crítica à FPE, Wyllys liga João Campos ao pastor Marcos Pereira, que foi preso na última semana acusado de estupro.

- Já há deputado evangélico fundamentalista recolhendo assinatura de proposição contrária à decisão do CNJ… Essa gente não dá trégua! – comentou Wyllys pelo Twitter.

- Um escroque correligionário do tal deputado aparece no noticiário acusado de seis estupros e um homicídio e ele se cala providencialmente. – completa o parlamentar, que ainda questiona: – Agora me digam se um tipo desses tem alguma coerência ou moral?

Por Dan Martins, para o Gospel+

PS: LEVÍTICO (cap. 20.13)·
"Se um homem se deitar com outro homem, como se fosse com mulher, ambos terão praticado abominação; certamente serão mortos; o seu sangue será sobre eles."

terça-feira, 29 de maio de 2012

Na última quinta feira (24) foi aprovada na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado o Projeto de Lei 612/2011, que altera o Código Civil brasileiro e reconhece a legalidade da união estável entre homossexuais. No dia da votação que aprovou esse projeto, os dois senadores evangélicos que integram a comissão não compareceram.

O projeto, de autoria da senadora Marta Suplicy (PT/SP), altera os artigos 1.723 e 1.726 do Código Civil, de forma a permitir que casais homossexuais que vivem em união estável poderão solicitar o registro civil de casamento, e não apenas de união civil entre homossexuais.

A CDH tem entre seus integrantes os senadores evangélicos Magno Malta (PR/ES) e Eduardo Lopes (PRB/RJ), que é substituto do senador Crivella que se afastou para assumir o Ministério da Pesca. Porém os senadores não compareceram e votação e, segundo o holofote.net, também não informaram a seus eleitores sobre a possibilidade de aprovação da lei na comissão.

Entre os senadores que votaram a favor do projeto estava Eduardo Amorim, do Partido Social Cristão. Amorim não é integrante da bancada evangélica, mas faz parte de um partido que defende como bandeira o modelo de família defendido na Bíblia.

Diante da aprovação da lei o Deputado Marco Feliciano se manifestou no Twitter afirmando que iria divulgar os nomes dos parlamentares que votaram a favor do projeto, para que a população pudesse se manifestar.

Fonte: Gospel+