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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Maria como intercessora, mediadora e afins

Este texto teve origem a um questionamento de um irmão católico em um dos sites que faço pesquisas (http://www.abiblia.org/ver.php?id=9496).

Não quero aqui ferir a fé de ninguém, muito pelo contrário, estou disposto a dialogar se o que escrevi é contrário aos ensinamentos bíblicos e a lógica - sim aceito a lógica neste caso se a Bíblia não me bastasse.
Por favor leia com a intenção de contradizer meus pensamentos e provar para mim que eu estou errado pois seria de grande valia encontrar a verdade - caso as minhas indagações estejam realmente erradas serei um cristão verdadeiro e assumirei tal erro de pensamento em relação a intercessão/ mediação de Maria.



Temos que antes de tudo saber alguns atributos de Deus. Veja que, sem estes atributos, fica difícil Dele ajudar a quem lhe pedir.

01 - Onisciente: Sabe de todas as coisas;
02 - Onipresente: Está em todos os lugares ao mesmo tempo;
03 - Onipotente: Pode todas as coisas.

Pois bem. Quando rezamos a Ave Maria e ao final dizemos ;"Rogai por nós", estamos pedindo a ela que nos ajude correto? Então acompanhe a seguinte lógica:
Temos um católico neste momento rezando para Maria no Brasil. E outro no Japão. Ora, como poderia Maria ouvir ambas as orações? Se disser que ela é Onipresente, estaria dando status de "deusa" a ela. "Deusa" nos remeterá ao mandamento de não termos outros "deuses". Então, desta forma, Maria não seria Onipresente. Assim sendo, não escutaria as nossas orações.
Bem, então vamos pensar que ela ouve apenas algumas pessoas, as que oram com fé verdadeira. Pois bem, que poder ela teria em modificar algo na sua vida segundo a sua oração? Veja que, segundo a tradição católica, Maria é intercessora, mas na Bíblia fala que só Jesus faz este papel. Porém, muda-se o adjetivo para mediadora, então pressupõe que Maria apenas faz mediação entre nós e Deus. Entretanto, intercessão e mediação são praticamente a mesma coisa, vamos ver?
01 - Mediador: Aquele que media duas partes. Um exemplo prático é uma criança que quer pede ao pai um brinquedo, mas não tem coragem de pedir diretamente. Então, ele pede à mãe e esta faz o pedido ao pai.

02 - Intercessor: Aquele que intercede, ajuda. Adotando e adaptando o exemplo acima, o filho quer um brinquedo e pede diretamente ao pai. Para tentar convencer o pai, ele pede a intercessão (ajuda) da mãe.

No primeiro caso acima (mediadora), vemos que a oração é direcionada à Maria que, segundo os atributos de Deus, não pode nos ouvir pelo fato de não ser "deusa". Então, a oração mediadora não funciona.

No segundo caso (intercessora), a oração é direcionada a Deus, mas que o filho pede a ajuda da mãe, que não pode ouvir e se pudesse, estaria mãe e filho cometendo um crime de conflito de interesses. Seria como eu pedir algo ao prefeito de minha cidade e falar com a mãe dele algo: "já falei com o prefeito, agora vai lá e me ajuda nessa."

Mas temos ainda dois problemas aqui, acompanhe:
"Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus." (I Timóteo 2.5).
Timóteo estaria então mentindo nesta afirmação? Do que se trata este versículo então?

Ou quem sabe será Paulo um mentiroso, ao afirmar que:
"Quem os condenará? Cristo Jesus, que morreu, ou melhor, que ressuscitou, que está à mão direita de Deus, é quem intercede por nós!"(Romanos 8:34).

Se de alguma forma aceitar os ensino de Timóteo e de João, a oração intercessora para Maria não tem serventia alguma.

Então vamos nos aprofundar na discussão e retirar a intercessão ou mediação entre Deus e os homens e vamos por uma hierarquia básica. Alguns católicos rezam para santos ou quando não, torturam os mesmos para obter benefícios próprios como por exemplo colocar a imagem de um santo de cabeça para baixo para conseguir um casamento. É sério isso? É necessário que "torturemos" uma imagem representativa de um SANTO?

Mas tudo bem, isso passa. Vamos para a oração aos santos. Antes, algumas perguntas:
01 - Por que somente católicos são santos? - será que na face da terra, não há ninguém de outra religião/ fé que não tenha dedicado a sua vida a Deus?

02 - Por que Moisés não é santo? - quer exemplo de fé e servidão a Deus maior do que a dele? E não é santo...? Poderia pensar em Abraão agora e toda a sua obra?

Bom, se vamos falar de santos temos que pensar no seguinte: Afirma-se que, como não há tumba de Maria, então a mesma foi elevada aos céus, portanto, podemos orar para ela. Mas no caso dos outros "santos"? Madre teresa foi sepultada, há um túmulo, um corpo. Orar para ela não seria orar para os mortos que é condenável na Bíblia?

Então vamos esquecer os santos, voltemos para Maria. Diz-se então que Maria, por ser mãe de Jesus, pode fazer o papel de intercessora/ mediadora não para Deus mas para Jesus. Sendo assim, oro no seguinte esquema:

Eu oro para Maria > Jesus me ouve por Maria > Deus escuta Jesus.

Isto é compreensível. Pois como pode eu pecador chegar perto de Jesus? Entretanto, se aceitarmos este esquema, temos que mudar a carapuça de mentiroso e a entregarmos para Jesus que disse:
"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei." (Mt 11.28).

Ele não disse: "Vá para Maria". Disse: "Vinde a mim" (Jesus Cristo).

E para colocar a última pá de cal, vamos ver os escritos de João. João ficou com Maria mãe de Jesus. Este fato se deu na crucificação de Jesus o qual pediu que ele (João) ficasse como a sua mãe. E há quem diga que, este fato, representa que Maria tornou-se mãe de toda a humanidade (carece de fontes confiáveis).

Depois da morte de Jesus, João escreveu todos os seus ensinamentos e em nenhuma, nenhuma parte há indicação de que Maria seja algo tão importante na salvação de nossas almas. Ora, estaria João sendo relapso com a palavra inspirada por Deus? Teria feito machismo em esconder a grandiosidade de Maria para o povo de Deus tornando-se assim João de certa forma um herege? Acredito que não.

Volto a repetir que não estou aqui agredindo a fé de ninguém, mas colocando a minha visão sobre o assunto. Você tem todo o direito de discordar, entretanto, assim como você, quero a minha salvação. Ora, se estou errado, você é livre para discorrer aqui a sua visão e assim ajudar-me no tocante a vida eterna. Entretanto, se disser que sabe a resposta e não vier aqui escrever sobre isso, no mínimo o meu sangue estará em suas mãos no dia do julgamento de Deus, pois teve a oportunidade de salvar-me e não fez por puro capricho.

Pois bem, espero que este texto básico lhe faça refletir sobre a sua fé.

Que Deus o abençoe.

Obs: O texto aqui postado difere um pouco do postado no link mais acima devido a correção de algumas palavras.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Os irmãos de Jesus - segundo a carne


FreePik

Ainda viviam da FAMÍLIA de nosso Senhor os netos de Judas, chamado IRMÃO DE NOSSO SENHOR DE ACORDO COM A CARNE” (Eusébio de Cesaréia (263-340 d.C), História Eclesiástica, CPAD, 4ª Edição 2003, p. 97 – grifo acrescentado).

Os “irmãos de Jesus”, de que fala a Bíblia, seriam apenas seus primos?
José continuou sem conhecer sua esposa mesmo depois do nascimento de Jesus?
O que dizem os comentaristas nas bíblias aprovadas pela Igreja Católica?
É admissível supor que os irmãos de Jesus, que não criam nele, fossem seus apóstolos?

Tentaremos encontrar respostas para essas indagações. Usaremos as seguintes versões bíblicas:  

(a) A BÍBLIA DE JERUSALÉM, Paulus Editora, 1973, 8a impressão em janeiro/2000, rubricada em 1.11.1980 por Paulo Evaristo Arns, Arcebispo Metropolitano de São Paulo. O trabalho de tradução foi “realizado por uma equipe de exegetas católicos e protestantes e por um grupo de revisores literários”.           

(b) BÍBLIA SAGRADA, Edição Ecumênica, tradução do padre Antônio Pereira de Figueiredo; notas e dicionário prático pelo Monsenhor José Alberto L. de Castro Pinto, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro; edição aprovada pelo cardeal D. Jaime de Barros Câmara, Arcebispo do Rio de Janeiro; BARSA, 1964.        

(c) BÍBLIA APOLOGÉTICA, João Ferreira de Almeida, Corrigida e Revisada, ICP Editora, 2000, notas do Instituto Cristão de Pesquisas. [A tradução é o texto da SBTB, a ACF, Almeida Corrigida Fiel]

(d) BÍBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL, Almeida, revista e corrigida, Casa Publicadora das Assembléias de Deus (CPAD), 1995.        


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Qual é a igreja certa? Preciso mudar de religião para ser salvo?

FreePik

A quantidade de igrejas e religiões espalhadas pela face da terra é imensa. Católicos, espíritas, evangélicos, religiões orientais, muçulmanos e muitas outras. Mas qual é a igreja certa? Será que preciso mudar de religião para ser salvo? Para entender esta importante questão analisaremos os seguintes aspectos: Salvação, Salvador e Condições para obter a Salvação.
  • Salvação: Significa a libertação da escravidão do pecado e a adoção como filhos de Deus.
  • Salvador: Aquele que tem o poder de libertar uma pessoa do pecado e levá-la para o céu e livrá-la do inferno. O único que pode fazer isto é Jesus Cristo.
  • Condições para obter a salvação: Conjunto de ensinamentos necessários para uma pessoa entender e crer que Jesus é o único caminho para encontrar a salvação. Estamos falando da Bíblia Sagrada.
Passado a limpo esta breve, porém, fundamental explicação, voltemos ao tema deste post:Qual é a igreja certa? Ora, a igreja certa é aquela que crê, prega e vive os três pontos apontados acima. Igreja que não prega a salvação não pode ser considerada correta. Se prega a salvação e não condiciona Jesus como Salvador também não é digna de crédito. Por último temos que levar em conta que se pregar a salvação, dizer que Jesus é o Salvador, mas não submeter seus membros à palavra de Deus (Bíblia Sagrada), ainda sim temos que rejeitá-la como igreja de Cristo.

Portanto a igreja certa é a igreja de Cristo e se você não faz parte dela, então eu diria quevocê precisa mudar de religião para ser salvo. Serão salvos apenas aqueles que fizerem parte da igreja de Jesus, igreja esta composta por pessoas que entregaram suas vidas ao Senhor e obedecem a sua palavra, expressa nas páginas da Bíblia Sagrada.

Mas, eu nasci católico e vou morrer católico.

Durante a minha infância este era o lema na minha família e em toda a comunidade rural em que eu vivia. Para nós, a igreja católica era a igreja certa. O tempo passou e a igreja católica não mudou, mas eu mudei. Não concordei com a forma que a igreja católica se posiciona como igreja cristã. Hoje, como ex-católico posso afirmar: A Palavra de Deus me mudou e entregar minha vida a Jesus foi a melhor coisa que fiz.

Muito antes de mim, Martinho Lutero, que era padre, também não concordou e saiu, aliás, criou o movimento protestante de onde surgiram as atuais igrejas evangélicas. Os motivos que o levou a tal decisão podem ser lidas nas seguintes referências externas. (A Reforma Protestante e as As 95 teses de Lutero). Não estou afirmando que todas as igrejas evangélicas estão corretas, devemos também ter muito cuidado com certos movimentos evangélicos, contudo somos um grupo que crê na suficiência da Bíblia como regra de fé e prática e Jesus Cristo como único e suficiente salvador.


Mas afinal, devo mudar de religião?

Você precisa conhecer Jesus, aprofundar no conhecimento da palavra de Deus e no propósito que ele tem para a sua vida. Para ajudá-lo nesta tarefa, quero convidá-lo a participar de um culto semanal que temos chamado de Escola Bíblica Dominical. Este culto é dedicado ao ensino da palavra de Deus e lá você terá oportunidade de perguntar, questionar e discutir sobre todas as suas dúvidas. Este culto não é freqüentado só por evangélicos, mas por qualquer pessoa que deseja conhecer mais de Deus e a sua palavra.

Sou da Igreja Assembléia de Deus e creio que tenha uma bem perto de você, pois estamos em todo o território nacional e em boa parte do exterior. Contudo, a Escola Dominical não é uma exclusividade da Assembléia de Deus, muitas outras igrejas evangélicas também dedicam o seu precioso tempo ao ensino da santa palavra de Deus e merece também o nosso e o seu crédito.