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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Quem o Papa pensa que é?

Atitudes como estas são no mínimo de enojar qualquer cristão que busca na Palavra de Deus o caminho para a salvação.



Lembro que quando iniciou o seu mandato, o Papa Francisco foi apontado como um defensor do homossexualismo, tanto que muito amigos católicos do meu último emprego disseram que se ele absorvesse a causa homossexual, sairiam da igreja católica. Pois bem, espero vocês na minha igreja.

Qual o motivo?

Estava tomando café da manhã e seria um dia como outro qualquer, mas no final do jornal da Globo News, uma reportagem me chamou a atenção. A reportagem mostrava uma carta recebida por um casal homossexual brasileiro enviada pelo Papa Francisco em que "invocando para a sua FAMÍLIA  a abundância das graças divinas, a fim de viverem constante e fielmente a condição de CRISTÃOS, como bons filhos de DEUS [...]".


Não sou contra os homossexuais, aprendi a amá-los e respeitá-los no momento em que tive uma turma de aproximadamente quinze alunos na qual muitos eram homossexuais. Respeito a todos e os amo tanto que peço muito a Deus que me dê sabedoria para conversar com eles sobre Deus. Mas há coisas, que não posso ficar calado. E o problema aqui não é contra eles mas sim contra a ICAR (Igreja Católica Apostólica Romana), que de um tempo para cá está se mostrando "aberta" demais para questões tão delicadas. E deixando de mostrar aquilo que Deus deixou claro.

O que deveria ter?

Não sei, mas na Bíblia há bastante versículos que condenam a prática do homossexualismo¹ (de uma forma geral), mas parece que o Monsenhor Paolo Borgia, ou esqueceu dos versículos, ou não leu a carta do casal e respondeu no famoso "copiar e colar" ou ainda a carta é uma fraude.


É bem certo que a carta não foi respondida diretamente pelo Papa Francisco. Então, o
Monsenhor Paolo Borgia, pode ser um dos defensores do homossexualismo da ICAR. Ou, quem sabe se a carta teve o aval do Papa Francisco, então estamos com problemas do que é seguira a Bíblia.

Na minha opinião poderia ter algum trecho em que alertasse ao casal que, embora a igreja não condene tal ato (que já é um absurdo), eles terão que prestar conta de seus atos a Deus. Ou quem sabe uma mensagem para abandonarem os seus pecados e terem uma vida dedicada a Deus e seus mandamentos. Não sou eu que condeno, pois nada sou e nunca serei digno que condenar algo de alguém, mas Deus, este sim condena e não podemos ficar calados pelo fato de que, se somos cristãos sinceros, nos preocupamos com as almas e nos entristecemos pela eminente condenação.

O que pode ser feito?

Orar e orar! Sim, orar para que o casal possa ser alcançado pelo Espírito Santo de Deus e que abram os seus corações de maneira que se arrependam dos seus pecados e busquem o amor verdadeiro que só encontramos em Cristo.

Apelo

Fica aqui o meu apelo aos meus amigos católicos para não deixarem que o nome de Deus seja tão envergonhado como o Monsenhor Paolo Borgia representando o Papa Francisco e a ICAR o fez. E se você foi um daqueles amigos que declarou a sua saída da ICAR se a mesma endossasse o apoio a tal prática abominável aos olhos de Deus, com certeza terá uma igreja evangélica perto de sua casa, ou se preferir, venha para a que eu congrego, basta entrar em contato que terei muita felicidade de lhe mostrar "a verdade".

Graça e paz.



1 - https://www.bibliaon.com/homossexualismo/

segunda-feira, 17 de março de 2014

Análise bíblica da oração católica romana "Ave Maria"

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AVE MARIA

Por Rev. Dr. José Kennedy de Freitas - Ph.D - Anglicano

(1ª parte)
Ave Maria cheia de GRAÇA,
o Senhor é convosco,
bendita sois vós entre as mulheres
e bendito é o fruto do vosso ventre Jesus.

(2ª parte)
Santa Maria, mãe de Deus,
Rogai por nós pecadores,
agora e na hora de nossa morte.
Amém.


A primeira parte da oração é a saudação do Arcanjo São Gabriel à Santíssima Virgem. A segunda parte da Ave Maria foi um grito de socorro dos fiéis pela mãe, ainda quando a Igreja nascia e muitos ficavam a esperar o momento de suas mortes”. (Observações retiradas de um site católico). [Nota H.R.F.: Gabriel é anjo, e não arcanjo (Lucas 1:26). Miguel é arcanjo (Judas 9)].


INTRODUÇÃO

Em momento algum, encontramos em toda a Bíblia a instrução de fazermos qualquer oração a Maria (ou a qualquer outro “santo”), mas unicamente ao Pai. E, a oração ao Pai deve ser feita da forma como o próprio Filho (Jesus Cristo) ensinou aos discípulos, quando Ele foi indagado sobre a maneira correta de se orar a Deus.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Papa Francisco sugere que a Igreja Católica poderia tolerar a união civil gay

Divulgação

Durante uma entrevista ao jornal italiano Corriere della Serra, o papa Francisco comentou sobre a união civil entre casais homossexuais. O pontífice afirmou que a Igreja Católica poderia aceitar tal modalidade de união como um meio termo para prover proteção legal para casais gays.

Embora tenha reafirmando que o matrimonio é entre homem e mulher, o papa observou que “é necessário olhar para os diferentes casos e analisá-los em sua singularidade”, para determinar como a igreja entenderá essa “tendência mundial”. De acordo com o site Acontecer Cristiano, ele disse ainda que é possível que o catolicismo se abra a novas formas de união civil.

- Os estados leigos precisam justificar a união civil a fim de regular as diversas situações de coabitação, motivados pela necessidade de regulamentar os aspectos econômicos entre as pessoas, como, por exemplo, assegurando a assistência médica – afirmou o líder católico.

O professor de teologia Massimo Faggioli, da Universidade americana de St. Thomas, analisou os comentários do papa e disse acreditar que ele está afirmando com isso que “não é seu papel interferir em soluções jurídicas para problemas complexos, que não são de competência da Igreja”.

Por Dan Martins, para o Gospel+

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Famílias evangélicas tem serviço de água e energia elétrica cortado por se recusarem a contribuir com festas católicas

Divulgação

Os evangélicos da região de San Cristobal de las Casas, no estado mexicano de Chiapas, estão sendo perseguidos pela maioria católica por não aceitarem contribuir financeiramente com os custos de festivais católicos.

De acordo com o representante das 25 famílias evangélicas da cidade, suas casas tiveram o fornecimento de energia elétrica e água cortado pelas autoridades municipais.

A cidade fica próxima à fronteira do México com a Guatemala, e a comunidade católica estaria influenciando as autoridades a chantagearem os evangélicos com a interrupção dos serviços públicos.

De acordo com o jornal La Jornada, o representante dos evangélicos Luis Antonio Herrera, afirmou que a falta de água e luz começou no dia 11 de fevereiro. Aaron López Espinosa, um dos moradores afetados, solicitou às autoridades que o serviço fosse restabelecido e teve o pedido negado, além de ser convocado para comparecer a uma reunião onde o assunto seria discutido.

O relato colhido pela imprensa mexicana diz ainda que foi estipulada uma multa aos evangélicos caso eles não comparecessem à reunião, e no dia marcado, guardas foram às casas dos representantes e os impediram de sair, para que a multa fosse aplicada.

As famílias, que são membros da Igreja Evangélica Monte Tabor, também teriam sofrido interrupção dos benefícios de programas sociais do governo. Numa das tentativas de fazer o serviço de água e energia ser retomado, Espinosa estava acompanhado de fiscais da Justiça, e terminou detido pelos guardas juntamente com os fiscais por mais de 24 horas.

Atualmente, os evangélicos planejam ir à Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) e cobrar providências dos políticos contra a perseguição religiosa.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Pergunta aos Romanistas

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1. Os cristãos bíblicos tinham a plenitude da graça de Deus somente com os escritos apostólicos, sem os “pais antigos” e a Tradição medieval?

2. A qual Evangelho Paulo se referiu como “poder” e “salvação” do crente (Romanos 1:16), visto que o romanismo considera o “Evangelho” como incompleto sem a Tradição e às sucessivas interpretações do Magistério ao longo da História?

3. O seguinte texto : “Oh! quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia. Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, porque os teus testemunhos são a minha meditação.” (Salmo 119:97,99) por acaso não fere a divina inspiração da Tradição e autoridade da Igreja, descartando perigosamente o Magistério?

4. Onde estava o Magistério da igreja de Beréia, onde os próprios cristãos julgavam o ensino de Paulo “para ver se as coisas eram de fato assim” (Atos 17:11), e que estranhamente mereceu o elogio do apóstolo?

5. Se Roma tem a primazia por ser supostamente considerada a cidade em que Pedro exerceu seu ministério, então por que não foi dada razão maior a Antioquia, pois diz a mesma tradição que antes de Pedro ir para Roma ele exerceu primeiro seu episcopado em Antioquia, deixando lá seus sucessores Evódio e Inácio?

6. Não teria Paulo invadido o território episcopal de Pedro, o papa, ao enviar uma carta de instruções corretivas àquela Igreja, pois onde estava Pedro que não instruía os romanos sobre a doutrina? Pois Cristo disse a ele: “confirma teus irmãos na fé” (Lucas 23:32).

7. É propagado nos meios de comunicação que, sendo a Igreja o amor de Deus na Terra, ela jamais praticou o mal, mas sim “pessoas da Igreja” praticaram o mal. Como devo, então, interpretar a Inquisição e as Cruzadas ? Como um ato de “pessoas da Igreja” (crueldade), ou como um ato da “Igreja” (amor)?

8. Os papas medievais representavam a “Igreja” ou eram apenas “pessoas da Igreja”?

9. Supondo que a violência medieval tenha sido um ato de “pessoas da Igreja”, por que o papa atual pede perdão em nome da Igreja, ou ainda responsabilizando-se por erros pessoais de outros?

10. Visto que é impossível uma casa permanecer de pé se o seu alicerce estiver podre, como a Igreja permaneceu de pé, apesar da devassidão de sua suposta pedra fundamental (o papa) durante vários períodos?

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Os Pais da Igreja contra a imaculada conceição de Maria


Em 8 de Dezembro de 1854, o papa Pio IX emitiu uma bula na qual definiu “a doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria foi preservada imune de toda a mancha da culpa original no primeiro instante da sua concepção por singular graça e privilégio de Deus omnipotente, em atenção aos méritos de Cristo Jesus Salvador do género humano, está revelada por Deus e deve portanto ser firme e constantemente crida por todos os fiéis" (Pio IX, Bula Ineffabilis Deus, 8 de Dezembro de 1854).

A coisa é tão séria que é levada até as últimas consequencias. O Terceiro Catecismo Católico afirma que quem não quiser crer nisso, será herege:
"É de fé que a santíssima foi concebida sem pecado original, porque esta verdade foi solenemente definida pelo Sumo Pontífice Pio IX em 8 de dezembro de 1854 e quem não quiser crer, será herege"(Terceiro Catecismo, Editora Vozes, pág.190)

Ainda assim, a própria Enciclopédia Católica admite que não há “nenhuma prova direta, ou categórica e estrita do dogma que possa ser encontrada nas Escrituras” (The Catholic Encyclopedia, Volume 7, 1913, pág.675). Se os próprios católicos admitem que não há nenhuma prova Escriturística a este respeito, o nosso próximo passo será conferirmos se, pelo menos, os Pais da Igreja criam neste dogma mariano. Porém, quando analisamos as páginas dos mais importantes Pais, constatamos exatamente o contrário.

Orígenes (185 – 253), por exemplo, disse:
"Maria pertence ao número daqueles de quem Cristo profetizou que haviam de se escandalizar nEle, como os apóstolos, ela também ficou perturbada com a catástrofe da cruz; e era necessário que pecasse assim em certa medida, para que também ela fosse remida por Cristo" (Orígenes de Alexandria, Homília 17, sobre Lucas)

Como vemos, Orígenes cria que Maria pecou e que, por isso, teve que ser remida por Cristo. A mesma coisa podemos encontrar nos escritos de outro famoso autor cristão do século II, Tertuliano (160 – 220), que disse:
"Porque somente Deus é sem pecado, e o único homem sem pecado é Cristo, desde que Cristo é também Deus” (Tertuliano, “De Anima”, XI)

Para este grande teólogo do século II, somente Deus é sem pecado, e, consequentemente, Cristo, pois Jesus é Deus. A não ser que ele também considerasse Maria como sendo uma deusa, fica óbvio que ela também cometeu pecado, pois Deus é o único sem pecado. João Crisóstomo (349 – 407) foi além e disse:
"Nas bodas de Caná, Maria foi molesta e ambiciosa" (João Crisóstomo, Homília sobre Mt 12:48)

Desde que consideramos a moléstia e a ambição como pecados, fica evidente que João Crisóstomo era outro que cria que Maria pecou. E essa não foi a única vez em que ele escreveu sobre isso. Em outra homília, ele disse que Jesus se preocupava com a salvação da alma de sua mãe:
"Porque embora Ele tivesse cuidado em honrar a sua mãe, muito mais Ele se preocupava com a salvação da alma dela" (João Crisóstomo, Homília Sobre João 2:4)

Se Maria fosse imaculada e sem pecado, não haveria razões em se preocupar com a salvação dela, pois um ser sem pecado não pode tropeçar na fé. Porém, o que Crisóstomo nos diz evidencia mais uma vez a sua crença de que Maria era humana e pecadora como todos nós, e por isso necessitava de salvação e de um Salvador.

Ambrósio de Milão (340 – 397) foi outro que declarou que Cristo foi o único que jamais experimentou o pecado:
"De todos os homens nascidos de mulher, o Santíssimo Senhor Jesus foi o único que não experimentou o contato terrestre por causa da novidade de seu nascimento imaculado"(Ambrósio de Milão, “Do Pecado”)

Mais do que isso, na citação de Ambrósio fica clara a afirmação de que o nascimento imaculado de Cristo era uma “novidade”. Ora, se Maria também tivesse nascido imaculada antes de Cristo, tal coisa não seria algo novo, pois já teria acontecido antes (com Maria). Este é outro fator importante que demonstra mais uma vez que os Pais da Igreja não tinham em mente a imaculada conceição de Maria.

Cirilo de Jerusalém (315 – 386), que foi um famoso e importante bispo do século IV, afirmou:
"Nós dizemos algo do que se encontra escrito; mas não sabemos quanto perdoou aos anjos, pois a eles também perdoou, já que somente um está livre de pecado, Jesus, que nos limpou dos nossos pecados" (Catechetical Lectures, Lecture 2, Section 10)

Para ele, é somente um que está livre do pecado, e este "um" não é Maria, é Jesus! Portanto, se somente aquele que nos limpou de nossos pecados é que está livre de pecado, e este alguém é Jesus, segue-se que Maria não estava livre de pecado. A exceção é somente Cristo, não Maria. Quem é imaculado é somente um, e não dois!

Para a surpresa de muitos, não são apenas os Pais da Igreja que em sua maioria rejeitavam este dogma, mas até mesmo doutores da Igreja, como é o caso de Bernardo de Claravaux (1090 – 1153), que disse:
"Excetuando Cristo, todos os descendentes de Adão devem dizer: 'fui concebido em iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe'" (Bernardo de Claravaux, Epístola 174, versos 7,8)

Ele não diz “excetuando Cristo e Maria”, mas apenas Cristo. Portanto, Maria, como uma descendente de Adão, também foi concebida em pecado, de acordo com a opinião deste doutor da Igreja. Outro famoso santo e doutor da Igreja, Anselmo (1033 – 1109), foi mais um a declarar que Cristo foi o único que nasceu sem pecado:
“Pois assim como a natureza humana, estando incluída na pessoa de nosso primeiros pais, foi neles totalmente vencida pelo pecado (com a única exceção do homem a quem Deus, sendo capaz de criar de uma virgem, foi igualmente capaz de salvar do pecado de Adão), assim também, se toda ela não tivesse pecado, a natureza humana teria sido totalmente conquistada” (Cur Deus Homo, livro I, cap. XVIII)

A única exceção à humanidade vencida pelo pecado foi Cristo, ninguém mais. Em sua própria obra sobre o pecado original, Anselmo novamente faz questão de dizer que todos os filhos de Adão são pecadores, com a única exceção de Cristo:

"Em seus escritos (Paulo) declara que todos os filhos de Adão, exceto Cristo, são pecadores e filhos da cólera" (Anselmo, “Da Concepção Virginal e Do Pecado Original”, XXII)

Anselmo nos diz claramente que a única exceção ao pecado de Adão foi Cristo, o que é uma clara negação da imaculada conceição de Maria. Mas não para por aqui. O próprio Tomás de Aquino (1225 – 1274), considerado por muitos o maior doutor da Igreja Católica na Idade Média, foi outro que se posicionou ferrenhamente contra a imaculada conceição. Ele disse claramente:
"A bem aventurada virgem contraiu o pecado original" (Tomás de Aquino, “Suma Teológica”, Parte III, Questão XXVII, Artigo II)
E diz também que, se Maria nunca houvesse sido contagiada pelo pecado original, isso iria derrotar a dignidade de Cristo!
“Respondemos que a santificação da bem-aventurada Virgem não pode entender-se antes de receber a vida... se a bem-aventurada Virgem houvesse sido santificada de qualquer modo antes de receber a vida, nunca teria incorrido na mancha do pecado original; e, portanto, não teria necessitado da redenção e da salvação, que é por Cristo, de quem se diz: ...porque ele salvará o seu povo dos seus pecados (Mat. 1.21). Mas é inconveniente que Cristo não seja o salvador de Todos os homens como se diz (I Tm. 4.10). Logo, segue-se que se a santificação da bem-aventurada Virgem nunca houvesse sido contagiada do pecado original, isto derrocaria a dignidade de Cristo, que não necessitou ser salvo, como salvador universal, pois a maior pureza seria a da bem-aventurada Virgem” (Tomás de Aquino, Suma Teológica, art. II, parte III, pergunta XXVII)

Portanto, fica claro que nem o próprio Tomás de Aquino concordava com este falso ensino da Igreja de Roma, criado no século XIX. E, para terminar, pasme: nem sequer os próprios papas criam nessa aberração doutrinária! Isso mesmo: papas como Leão I e Gelásio I negaram explicitamente a imaculada conceição de Maria. Leão I (400 – 461), por exemplo, disse:
"Assim como nosso Senhor não encontrou a ninguém isento do pecado, assim veio para o resgate de todos" (Leão I, Bispo de Roma, +461, Sermão 24, “In Nativitati Domini”)

“Apenas o Senhor Jesus Cristo, entre os filhos dos homens, nasceu imaculado, porque apenas Ele foi concebido sem a associação e a concupiscência da carne" (Papa Leão I, Sermão 25)

Apenas o Senhor Jesus Cristo, ninguém mais! Se o Senhor tivesse encontrado Maria isenta do pecado, então ele não teria escrito que Ele não achou ninguém isento do pecado!

Outro bispo de Roma, Gelásio I (410 – 496), declarou:
"Nada do que estes nossos primeiros pais produziram por sua semente foi isento do contágio deste mal, que ele contraíram pela prevaricação” (Gelásio I, Bispo de Roma, Epistola Ad Episcopos Per Lucaniam Brities Et Siciliam Constitutos)

O papa Gregório Magno (540 – 604), bispo de Roma entre 590-604 d.C, foi outro a afirmar que somente Cristo nasceu santo. E este único santo foi quem salvou toda a humanidade corrupta:
"Apenas ele [Cristo] nasceu santo, para que Ele pudesse superar a condição da natureza corrupta, não sendo concebido segundo a maneira dos homens" (Papa Gregório I, Homília “In Nativitati”)

Tendo em vista tudo isso, vemos que, de acordo com a regra expressa no Terceiro Catecismo Católico, podemos considerar como “hereges” não somente os protestantes, mas também:

-Os Pais da Igreja: Orígenes, Tertuliano, João Crisóstomo, Ambrósio de Milão, Cirilo de Jerusalém, entre outros.

-Os doutores da Igreja: Pedro Lombardo, Alexandre de Hales, Boaventura, Alberto Magno, Bernardo de Claravaux, Tomás de Aquino, etc.

-Os papas: Leão I, Gelásio I, Gregório I, Inocêncio III e muitos outros.

Vale ressaltar que estes são apenas alguns dos inúmeros Pais da Igreja, doutores da Igreja e papas que ao longo da história confirmaram documentalmente a sua descrença naquilo que hoje é o dogma da imaculada conceição de Maria. Portanto, são todos hereges. E lugar de herege é no inferno, segundo este mesmo catecismo católico.

Gyordano Montenegro resumiu bem este quadro, em seu blog “Cristianismo Puro”, ao fazer menção da descrença de Anselmo neste dogma:
“A Igreja Romana sustenta que sua doutrina não muda. Ela afirma retirar sua doutrina da Sagrada Tradição, e baseada nessa Tradição (bem como nas Escrituras e no Magistério) ela define o que é dogma e o que é heresia. Ora, segue-se que Anselmo, mil anos atrás, mesmo sendo bispo e doutor da Igreja, não conhecia coisa alguma dessa “Tradição” de que Maria fora “concebida sem pecado”. Repito: Hoje, todo e qualquer bispo sabe sobre a Imaculada Conceição de Maria. Anselmo não. É claro que ser “bispo e doutor da Igreja” não garante que o que ele escreve seja infalível. Mas isso não desfaz a acusação de “heresia”. Ário só se tornou herege após o Concílio de Niceia? Negar a Imaculada Conceição só se tornou heresia após 1854? O que antes a Tradição e o Magistério permitiam hoje é proibido? Então, temos uma situação bastante interessante: se um católico romano hoje conscientemente negar a Imaculada Conceição, é declarado herético. Mas a citação de Anselmo claramente nega a Imaculada Conceição, e ele é reconhecido como santo e doutor da Igreja. Quanta coerência!” (1)

Sim, encontrar incoerências no catolicismo é tão difícil quanto encontrar água no Oceano Pacífico.

Paz a todos vocês que estão em Cristo, o nosso único Cordeiro imaculado.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)

[1] http://cristianismopuro.blogspot.com.br/2012/05/imaculada-conceicao-e-santo-anselmo.html

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Papa envia questionário sobre união gay para paróquias

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Documento preparatório para o Sínodo tem um tópico dedicado exclusivamente aos casamentos homossexuais e a visão que os fiéis católicos têm sobre eles.

O Vaticano incluiu perguntas sobre casamento homossexual e divórcio no questionário enviado às Conferências Episcopais para o documento preparatório da Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo de Bispos que será realizada em outubro de 2014. O porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi, explicou que estas perguntas foram formuladas por causa do documento preparatório que sempre é feito antes do Sínodo, e que mais detalhes serão dados em entrevista coletiva que será realizada no Vaticano na próxima terça-feira.

Pastor que destruiu imagens de santos católicos é condenado a 1 ano de prisão

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Uma das maiores divergências entre cristãos católicos e evangélicos são as imagens de escultura de santos da tradição católica. E a questão resultou na prisão de um pastor no Equador.

Eduardo Mora, pastor da Igreja Evangélica Pentecostal Subindo Missão Internacional, liderou seus membros numa passeata não autorizada com cartazes contra a fé católica, a idolatria às imagens de santos e da virgem Maria, além do casamento gay.

A passeata ocorreu em maio, e Mora acabou denunciado por perturbar a paz e preso. Agora condenado pelo 11º Tribunal Criminal de Guayaquil a um ano de prisão.

Na ocasião de sua prisão, Mora afirmou que ele e seus membros tinham como foco alertar sobre os erros cometidos na liturgia da Igreja Católica: “Nós não estamos condenando os católicos, mas a idolatria”, justificou o pastor numa entrevista coletiva.

Em seu país, Mora é conhecido por seu discurso inflamado contra as práticas católicas da adoração de imagens, e uma vez destruiu uma imagem pública do rosto de Jesus Cristo em público.

Segundo o site Acontecer Cristiano, diversas denominações se afastaram do pastor Mora e pediram desculpas aos católicos pelas “demonstrações de fanatismo, que são anticristãs e erradas para certas diferenças sobre a questão da idolatria”. Essas denominações foram apoiadas pela Federação Equatoriana de Ministros Evangélicos (FEME), representada pelo pastor Joe Bacuy.


Por Tiago Chagas, para o Gospel+

O Rosário - "quartos ou terços?"

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As pessoas não-evangélicas, quando lêem a Bíblia e se deparam com os ensinamentos de Jesus, em Mateus 6.5-15, sobre como se deve orar, não têm a atenção voltada para o que está nos vv 7 e 8. Neles consta que não devemos usar de vãs repetições, segundo o costume dos gentios, os quais pensavam que, por suas repetições sucessivas, seriam ouvidos. Mas quem eram os gentios? Eram os que não faziam parte do povo de Deus. Jesus estava dizendo, em outras palavras, o seguinte:

E ao conversar com Deus, não usem de repetições ocas, vazias, fúteis, sem valor, como os pagãos, os idólatras; porque imaginam que, pelo seu muito falar, serão ouvidos; não se tornem, pois, semelhantes a eles; não os imitem…
A ênfase não recai apenas na palavra vãs, mas também em repetições. É certo que Paulo disse: “Orai sem cessar. Em tudo dai graças, porque essa é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” (1 Ts 5.17,18), mas aqui é diferente, pois o apóstolo nos está incentivando ao costume incessante da oração, principalmente com o fim de louvarmos a Deus, o que a maior parte das pessoas se esquece de fazer, preocupadas apenas em pedir.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Feitos da Reforma II - Como tudo começou


Não podemos dizer que somos protestantes, se não conhecemos as nossas origens. A Reforma Protestante vai muito além - ou muito antes, de Lutero.

Este pequeno documentário, mostra outros reformadores que lutaram contra a Igreja católica pelo direito de lermos a Bíblia. Sim, lermos a Bíblia. Para quem não sabe, nós éramos privados de ler a Palavra de Deus, mas graças a Deus e a Ele toda a honra e toda a glória, homens e mulheres desafiaram a autoridade da igreja e gritaram aos quatro ventos que o povo gostaria de ser livre.

Esta é a segunda postagem sobre os Feitos da Reforma, caso queira ler a primeira clique aqui.

O vídeo é curto, mas veja quanta riqueza histórica nós temos antes de Lutero. Bom filme:

domingo, 13 de outubro de 2013

Arcebispo diz que pedofilia também é culpa dos pais

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O arcebispo católico Jozef Michalik, presidente da conferência episcopal da Polônia, afirmou que muitos casos de pedofilia poderiam ser evitados se os pais fossem mais presentes na vida de seus filhos.

Segundo Michalik, os casos de divórcio, ou até mesmo casais que não dedicam a devida atenção a seus filhos, exercem influência forte sobre as crianças. “Muitos desses casos de abuso poderiam ser evitados através de um relacionamento saudável entre os pais”, afirmou.

As declarações foram feitas à agência de notícias PAP, na cidade de Varsóvia, após denúncias de casos de pedofilia dentro da Igreja Católica na Polônia, um dos países mais católicos da Europa.

Muitas vezes ouvimos que esta atitude inapropriada [pedofilia], ou abuso, manifesta-se quando a criança está à procura de amor”, disse Michalik, acrescentando: “A criança apega-se, ela procura. Perde-se em si e arrasta outra pessoa”.

Segundo o site do jornal português A Bola, mesmo afirmando que os pais tem responsabilidade nos casos de pedofilia, o arcebispo ressaltou “que ninguém, nem a Igreja ou qualquer homem da Igreja pode aceitar” que atos como esse sejam cometidos dentro ou fora da denominação.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+



::Meus comentários
Vamos juntar as frases e vejamos o que teremos:
Muitas vezes ouvimos que esta atitude inapropriada [pedofilia], ou abuso, manifesta-se quando a criança está à procura de amor. A criança apega-se, ela procura. Perde-se em si e arrasta outra pessoa”.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Como a Igreja Católica tratava a Bíblia

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Nos dias de hoje, no mundo democrático em que vivemos, a Igreja Católica Romana libera a leitura da Bíblia aos seus fieis, incluindo em língua vernácula (embora ainda não libere o livre exame). Porém, a intensificação da leitura bíblica e o apego a essa prática não se deu senão após a Reforma Protestante, que buscava nas Escrituras a verdade apostólica e passou a apoiar a leitura da Palavra de Deus.

O mundo, enquanto sob o jugo da Igreja Romana, vivia em trevas. O povo, sem as divinas Escrituras traduzidas em sua língua. E o clero, cada vez mais explorando a ignorância deste povo. Neste artigo, iremos passar algumas evidências irrefutáveis de que a Igreja Católica proibiu a leitura da Bíblia e lutou ao máximo contra a divulgação dela. Começaremos com o Concílio de Tolosa (1229), que categoricamente declarou:
“Proibimos os leigos de possuírem o Velho e o Novo Testamento... Proibimos ainda mais severamente que estes livros sejam possuídos no vernáculo popular. As casas, os mais humildes lugares de esconderijo, e mesmo os retiros subterrâneos de homens condenados por possuírem as Escrituras devem ser inteiramente destruídos. Tais homens devem ser perseguidos e caçados nas florestas e cavernas, e qualquer que os abrigar será severamente punido” (Concil. Tolosanum, Papa Gregório IX, Anno Chr. 1229, Canons 14:2)
Os leigos eram proibidos de lerem as Escrituras Sagradas em sua própria língua e até mesmo de possuir a Bíblia. Tais homens que tivessem uma Bíblia em casa deveriam ser condenados, caçados, inteiramente destruídos, perseguidos e caçados nas florestas e cavernas.

Nesta época de trevas, a Igreja Católica, a serviço de Satanás, lançava dura perseguição contra o povo de Deus que se apegava às Escrituras, que tinha que buscar locais de esconderijo em retiros subterrâneos para poderem ler a Bíblia, mas a Igreja Católica ordenava caçar e perseguir tais homens até nas cavernas ou em qualquer outro lugar, até serem destruídos por completo.