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Foto: African Pastors’ Conference |
Obs: O texto é longo, mas vale cada palavra lida. Alguns trechos relacionados as canções foram excluídos.
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Um sermão pregado na manhã de
Domingo 30 de Setembro, 1860, por Charles Haddon Spurgeon, no Exeter Hall,
Strand, Londres.
Se a vida de um cristão pudesse ser comparada a um
sacrifício, então a humildade cava a base, a fundação para o altar; a oração
traz as pedras não lavradas e as empilham umas sobre as outras; a penitência
enche de água o rego ao redor do altar; a obediência ordena a madeira; a fé
argumenta com Jeová-Jireh, e coloca a vítima sobre o altar; porém o sacrifício
está incompleto até este momento, pois, onde está o fogo? O amor, só o amor
pode consumar o sacrifício provendo o necessário Fogo Celestial.
Independentemente do que nos falte em nossa piedade, assim como é indispensável
que tenhamos fé em Cristo, assim também é absolutamente imprescindível que
amemos a Cristo. O coração que está desprovido de um sincero amor por Jesus,
ainda está morto em seus delitos e pecados. E se alguém se atreve a afirmar que
tem fé em Cristo, porém não O ama, nós, imediatamente, ousaríamos declarar
categoricamente que sua religião é vã.
Talvez a grande carência da
religião de nossos tempos seja o amor. Algumas vezes considero o mundo em
geral, e a Igreja que está muito comprometida em seu meio, e eu tendo a pensar
que a igreja tem luz, mas carece de fogo. Ela tem alguns níveis de fé
verdadeira, um conhecimento claro, e muitas outras coisas que são preciosas,
todavia carece, em grande medida, deste amor ardente, com o qual ela outrora,
como uma virgem casta, caminhou com Cristo através do fogo do martírio; quando
ela mostrou a Ele seu imaculado, inextinguível amor, nas catacumbas da cidade e
nas cavernas das rochas; quando a neve dos Alpes podia testificar acerca da
pureza virginal do amor dos santos, pela mancha escarlate que mostrava o
derramamento de seu sangue na defesa de nosso sagrante Senhor – sangue que foi
derramado em defesa dAquele a quem, ainda que não houvessem visto Seu rosto
“incessantemente adoravam”.